Cá são 11h da manhã e aí em portugal devem estar no segundo sono ( ou provavelmente há pessoas que ainda estão de pé a fazer noitada!).
Esta quinta-feira faz três semanas que cá estamos. Para uns parece poucos, para nós parece que já cá estamos há muito tempo.
A Mariana foi embora no domingo com muita pena nossa. Mas não há 'abandono' sem despedida. E que grande despedida. Ficámos com comida para um mês porque as pessoas com a animação iam-se esquecendo de comer.
Mais uma vez tivemos bebida e comida em abundância. Sobremesas e entradas não faltaram e uma boa guitarrada foi tocada. Cantámos, falámos, fizemos jogos e depois fomos todos sair!
Já as meninas iam tirando fotografias, muitas !
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A noite prolongou-se por umas boas horas. Saltámos de sitio em sitio. Tentámos invadir uma festa privada mexicana ( ou francesa não me lembro) mas sem sucesso. Fomos então para um bar/discoteca chamado 'Amigos' onde dançámos ao ritmo de músicas como ' Ana Julia' ( música mais comercial). Mas infelizmente as colunas de música foram abaixo o que fez com que a noite acabasse.
Mentira! A noite acabou naquele bar mas nós tinhamos de continuar. Fomos então para o 'Girassol', um outro bar ao pé da praia muito animado onde se dançava mais sons locais. Um kisomba por exemplo.
Por fim fomos dar um saltinho até à praia para banhos nocturnos, passeios na areia e ver um nascer do sol do outro mundo.
Uma noite muito muito divertida.
Chegámos de madrugada. Nada melhor do que chegar da noite e ter os restos da comida da noite anterior para atacar. Veio a malta toda lá para casa ajudar nessa tarefa de despachar a comida. Costeletas ao pequeno almoço! E ao almoço e ainda ao jantar. Tivemos que fazer nesse mesmo dia um outro jantar ( mais soft) para acabarmos com as quantidades exorbitantes de comida.
Ontem, segunda-feira, fomos com o Hugo a Dare, um distrito aqui ao pé onde está presente uma cooperativa de flores em que estamos envolvidos. Fomos conhecer os membros da cooperativa, ver a estufa que foi construída recentemente e ficar a par do que se passa lá.
Fomos de 'anguna', esta carrinha azul à direita.
Mas não íamos só nós nela como devem calcular. Esta carrinha ía cheia, com pessoas penduradas. Em cima têm uma fotografia de outra anguna só para terem noção de como íamos. A viagem durava uns 40 min. Contudo a distância era pouca, só que como o conceito de estradas cá é muito relativo, todos os percursos levavam muito tempo a fazer-se.
Parámos então em casa de um dos membros da cooperativa que nos ia mostrar a estufa (ainda não se encontra em utilização por falta de água). Ele tinha três cãozinhos-tigre amorosos!! (Mãe ainda não desisti da ideia, e aposto que depois de ver esta fotografia vai ficar com vontade de ter um igual!)
O caminho para a estufa era absurdo. Uma ravina muito inclinada com picos, lama, pedras soltas. Uma aventura!
Nós não nos largávamos. Se uma caísse a outra caia por solidariedade.
Passados alguns quilómetros parámos para descansar um pouco numa esplanada de um museu. O museu é exactamente só o que vem ao lado, placares com a historia da segunda guerra mundial. A vista era fantástica. Via-se Díli numa perspectiva diferente, vista da montanha.
Bebemos uma água, descansámos as pernas e voltamos à estrada. Mas desta vez era ao estilo de pedir boleia. Lá arranjamos uma carrinha de caixa aberta que andava a 300km/h mas ia mais vazia.
Acabámos esta belíssima tarde no mercado, onde compramos abacates para o nosso jantar. Conhecemos um senhor macaco que estava de guarda de uma das bancas. Não foi muito receptivo quando lhe tentei tirar uma fotografia. Se não estivesse preso acho que hoje não estava aqui para vos contar tudo.
Ainda neste dia tão atribulado a Mafalda teve de dar uma aula de Português ás crianças nossas vizinhas. Cá se se promete uma coisa a uma determinada hora, as crianças estão a bater à porta a essa mesma hora, sem atrasos.
Foi uma confusão porque eles aparecem aos molhos, parecem sempre menos do que realmente são. Ensinei-lhes algumas palavras em português e também deu para aprender tétum. Muito divertido !
Ainda fizemos um jogo com eles para ver quem nos sabia distinguir. Incrível como eles não se enganavam!
Enfim, assim nos começamos a envolver na vida timorense e a ganhar estas experiências que nunca vamos esquecer.







