terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Ataúro

Este fim de semana fomos a Ataúro pela segunda vez!

Mas desta vez pensámos em ficar mais tempo, dois dias (uma noite).

Foi muito giro, mas houve muitas peripécias pelo meio...

Acordámos Sábado bem cedinho, às 7h da manhã para apanharmos o barco que nos levaria para Ataúro, o Nakroma.

Às 9h lá entrámos no barco. Nuns relatos anteriores (mesmo no inicio) já tínhamos descrito o barco e como é  viajar nele.

Desta vez 'vimos' muitos muitos golfinhos. No fundo não vimos, eu e a Catarina dormimos quase a viagem toda. E quando acordámos tínhamos 20 timorenses a tirar-nos fotografias. Mas sem vergonhas, à descarada!

Chegados a Ataúro, passadas 3h, a primeira ideia que nos surgiu foi comer. Estávamos esfomeados. Acabámos por comer numas mesinhas de pescadores ao pé da praia. Comemos arroz com polvo. Deliciosoooo!

Após uma simpática refeição, acompanhada de boas conversas, fomos comprar alguns produtos locais (eu comprei uma pulseira de carapaça de tartaruga!) e de seguida fomos até à praia.

Estava um dia óptimo mas demasiado calor. Não fazem ideia do calor que estava. Irrespirável!

Estivemos pela praia, fizemos snorkling, nadámos.. Só para terem uma ideia do calor, ao entrar na água tínhamos de entrar devagar pois caso contrário queimávamos-nos ( de verdade!)

No final do dia, às 17h, fomos até à guest house onde íamos ficar a dormir. Muito gira. Eram 2 cabaninhas muito engraçadas com 3 camas cada uma. Tíanhmos segurança, a vaca cornélia! Tínhamos um espaço comum onde todas as pessoas que lá dormiam, juntamente com os trabalhadores, comíamos todos juntos às refeições.


Os jantares eram óptimos, arroz com frango e legumes.


No dia seguinte pensámos em subir a montanha. Eu, Cat, Sérgio e Bernardo acordámos às 5h. Lá fomos com o nosso guia, um timorense de 14 anos. Estava já muito calor a essa hora e nós estávamos mais a dormir do que acordadas.






O guia ía tão tão rápido que não conseguimos acompanhar o ritmo. Estávamos mal preparadas, com maus sapatos. Isso não ajudou. Subimos 400 m e percebemos que aquela subida não nos estava a dar gozo nenhum. Não fazia sentido continuar naquelas condições. Era muito muito inclinada e nós escorregávamos naquele peso. Talvez um dia quando lá voltarmos outra vez tenhamos a vontade de tentar de novo.


Nesse dia fizemos mais snorkling (o Gonçalo viu um tubarão!!), mais praia.. E no final do dia vimos o pôr do sol na praia todos juntos acompanhados de umas cervejas e coca-colas. Espectáculo! Tentem imaginar: um ilha paradisíaca, quase deserta (durante o dia somos os únicos na praia e à noite não há ninguém na rua, não há luzes) . Areia branca e água azul transparente. Um paraíso.




Nessa noite não pudemos dormir pois teríamos que apanhar o barco para Díli às 3h. Íamos num barco pequeno de pescadores, nós os 6 mais 6 ou 7 timorenses. Foi uma aventura. Fomos para a praia à 1h e ficámos lá à espera do barco, juntamente com mais umas 30 pessoas que esperavam igualmente pelos barcos. Deitados na areia vimos um espectáculo ao vivo. O céu estava lindo, estrelado. Vimos uma chuva de estrelas acompanhada  por relâmpagos. Não chovia, apenas se viam relâmpagos e se ouviam trovões.

Lá nos metemos no barco, tivemos que entrar dento de água todos vestidos (pois o barco não vinha até à areia). Mas as meninas não tiveram de se molhar. Porquê? Porque o nosso Sérgio levou as donzelas ao colo. Um verdadeiro gentleman.

3 horas num barco pequeno, todos apertados (eu até fui com os pés de uma timorense em cima das minhas pernas (porque ela não percebia que isso não era muito agradável). Foi uma viagem dolorosa, sem posições (de 5 em 5m íamos trocando de posições, as mais ridículas que podem imaginar).

Lá chegámos a Díli às 6h, estoirados e com trabalho no dia seguinte.

Acabou por ser uma viagem com alguns percalços mas muito divertida!

Esta é a nossa última semana em Díli antes da grande viagem. Como não levamos computador para a viagem não vamos conseguir actualizar o blog mas quando chegarmos tratamos disso!

Até à próxima!






Arrivederci ragazzi!





segunda-feira, 26 de novembro de 2012

News


Não temos muitas novidades desde o último post mas vamos contar um pouco do que se anda a passar.

Estamos já a arrancar com o microcrédito em Timor. Estamos a tentar abrir conta cá, o que tal como o registo, é uma coisa muito complicada. Já imprimimos os cartazes e estão muito giros. Já os pendurámos também em algumas igrejas. Optámos por nos focar em apenas 2 ou 3 sucos (género distrito aí) de forma a conseguirmos ir com calma e conseguirmos de forma mais eficiente controlar os nossos empreendedores. 



Tencionamos apostar num microcrédito de grupo, e não apenas em microcrédito individual.

Acabámos as aulas no Hotel Timor e tivemos uma proposta formidável. Para além de terem interesse em que continuemos em Fevereiro, propuseram-nos também que, em vez de nos pagarem em dinheiro, pagarem-nos o hotel e as refeições durante os próximos 6 meses. Espectáculo!

Continuamos a dar formações de português na UNTL. Umas aulas correm bem, outras menos bem (como já viram por alguns comentários). Mas esforçamos-nos muito e temos alunos muito muito bons. Têm dificuldade em perceber, mas sabem muita gramática.

Começámos recentemente a trabalhar a part-time na Timor Telecom.

Porquê, perguntam vocês.

Eis que vai a grande, e não sei se tão boa, notícia:

Eu e  a Catarina vamos cá ficar mais 6 meses, até fim de Julho. Fomos contratadas pela Timor Telecom.
Uma proposta bastante boa, que nunca teríamos hipótese em Portugal numa altura destas. Vamos receber um bom ordenado e, o mais importante, vamos trabalhar naquilo que sempre quisemos, marketing. Eu estou mais ligada à comunicação e parte comercial (Promotion e Place) e a Cat à parte mais analítica (Product e Price).
















Já estamos a gostar muito do que estamos a fazer. Tivemos ontem um festival cá em Díli, em grande, na qual nós ajudámos a organizar e a controlar tudo. E correu muito bem. Podem ver fotografias no facebook (timortelecomtl) e já agora ponham um 'like' sff.

Estamos numa altura crucial para a empresa. A Timor Telecom age como um monopólio, por ser a única no mercado. Contudo, em Janeiro vão entrar dois concorrentes. Ou seja, estamos numa fase em que tudo o que fazemos tem que ser diferente e melhor do que a concorrência.

Sei que por um lado é uma óptima notícia mas por outro custa-nos por sabermos o quanto queremos estar em Portugal com todos vocês.

Mas de qualquer  forma em Janeiro vamos aí matar saudades, como prometido. E queremos estar com todos. E quem sabe, algum de vocês nos venha visitar.

Outras notícias, a UN foi embora, inclusive a GNR. A diferença já se nota em todo o lado. As ruas estão mais vazias, não se sai tanto à noite, e cada dia há um boato novo sobre confusões. Todas as pessoas rezam para que desta vez o país reaja bem a este abandono. Vamos esperar que sim.


Timor não é um sítio perigoso. Temos apenas de ter o dobro do cuidado. Porque cá as pessoas não são muito conscientes e não medem o que fazem. Até porque não têm consequências.


Uma situação que aconteceu à um mês: Uma senhora que mora à frente de nossa casa ía fechar o portão e apareceu um timorense que lhe deu uma catanada na cara. Ela está viva mas está na Austrália à espera de um cirurgia plástica. Dizem que foi vingança. É capaz, eles são muito vingativos.

Mas querem saber o mais impressionante?

A PNT, polícia timorense registou esse caso como tendo sigo um gato que a atacou. Isto porque lhes dava mais trabalho resolver o assunto. Rídiculo.

















Contudo nós raramente sentimos o medo. Andamos sempre com amigos rapazes. E tentamos não andar na rua à noite. E , eu e a Cat, temos o bónus de já conhecermos muitos timorenses por darmos tantas aulas. Quase metade de Díli já deve ter sido nosso aluno, e o resto deve ter trabalhado com o MOVE.

Por isso estamos seguras cá. Os nossos vizinhos são amorosos connosco, e gostam muito de nós. São famílias timorenses muito unidas.

E, graças à ajuda da mãe e de todas as pessoas que contribuíram  conseguimos dar roupas aos nossos meninos. Não deu para fotografar e registar tudo pois eles não paravam quietos de tanta felicidade. Mas acreditem, todas as pessoas a quem demos devem-vos um sorriso. E esse sorriso vale por muito. Estas pessoas dão valor a tão pouco.  OBRIGADA, por nós e por eles.


Já começaram a preparar Díli para o Natal, que saudades!! Custa tanto pensar que não vamos estar em casa no Natal. Não vamos ter a comida boa do Natal, as músicas, os enfeites, a família. É mesmo quando não se tem que se dá mais valor ás coisas. Não que nós já não déssemos  mas damos muito mais por não podermos viver este espírito natalício à nossa maneira.

Mas nem tudo é mau. Vamos estar a viajar durante um mês. Nessa altura vamos estar em Singapura e mais tarde vamos encontrarmos-nos com o Bernardo algures na Tailândia para passarmos a passagem de ano. Boas vidas! Mas também muito trabalho!

Por hoje é tudo, queremos ter notícias também desse lado!


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Passeio


Como a menina Catarina raramente tira um tempinho para vir aqui actualizar a malta, eu faço isso por ela. E trabalho dividido por duas é sempre mais rápido.

Bem, novidades..

No trabalho Move temos muitas novidades boas.

As aulas da UNTL acabaram com muita pena nossa , pois criámos uma boa relação com os nossos alunos. Fizemos um lanchinho para o módulo 2, onde basicamente só nós comemos. Mas já estávamos à espera, por isso mesmo escolhemos as comidas que nós mais gostávamos ;)

Entregámos os diplomas com muito orgulho e até houve lágrimas.

No módulo 1 fizemos um exame onde tivemos surpreendentemente boas notas.
Em cada módulo premiámos o melhor aluno. Ambos têm muito boas cabeças e potencial. Por isso mesmo falámos com cada um e propusemos dar-lhes formação. Como assim?

Nós vamos pedir que eles nos acompanhem no nosso trabalho MOVE, principalmente no que respeita o microcrédito. Assim podem perceber melhor como os negócios funcionam na vida real e também poderão estar em contacto com uma organização de voluntariado, criando assim neles o espírito empreendedor e solidário.
Ficaram os dois muito contentes.

As aulas no centro de formações de Tíbar já começaram em força e estavam a correr muito bem até à 4 dias atrás. O Sérgio adoeceu.

Há 4 dias o Sérgio teve uma febre repentina: 38,8. Só consegue estar na Cama e não consegue comer (muitoooo estranho nele). Começou a ter problemas de barriga bem como dores musculares. Eram sintomas que nós conhecíamos bem e então decidimos ir ao hospital Guido Valadares ver se ele tinha malária ou Dengue.
Deviam ter visto as condições deste hospital. A triagem é num contentor e tem apenas uma balança e um medidor da tensão. Nem o teste da malária lá tem! Ele foi visto por um médico que o mandou fazer análises. Lá fomos ao sítio das análises que ficava num descampado cheio de cabras e outros animais. Disseram que só poderíamos fazer amanha. Bonito!

Obviamente não íamos esperar mais, porque com estas coisas não se brinca. Fomos a uma clínica de uns amigos nossos, os singapurianos. A clínica abriu agora e é excelente. Médicos impecáveis e condições óptimas. Fizeram logo o teste da malária e felizmente deu NEGATIVO.
Disseram que pode ter sido gastroentrite.

Contudo hoje acordámos para ir trabalhar para a Timor Telecom, e fomos ao quarto dele ver como ele estava (não tinha jantado na noite anterior). Ele disse que não dormiu nada de dores nos rins. Muito estranho.. Foi directo para a GNR que o mandaram de novo para o hospital fazer as análises. Não revelaram nada. Façam força desse lado para que ele melhore.

Em relação ao MOVE cá acho que todos devem ter visto a fotografia que pus no facebook: Acabámos o registo!! Porque tanta emoção? Eu explico.

Há cerca de um ano e meio que estamos a tentar legalizar o MOVE cá. Só que a burocracia necessária é ridiculamente muita. E, apesar de em Portugal se passar o mesmo mas no final tudo se resolve, cá para obter uma pequena assinatura da diretora do registo demorámos duas semanas porque, segundo os empregados, ela estava em reunião há 4 dias (não dormia nem comia). A mãe bem sabe o que nós passávamos!

Em relação ao microcrédito em Timor-Leste. Vai ser também a nossa equipa que vai inaugurar este feito. Vamos assinar contrato com a Tuba Rai Metin, empresa de microcrédito, e desta forma começar com eles esta nova etapa do MOVE. Para a semana pretendemos já começar a procurar empreendedores, bem como fazer publicidade ao microcrédito no 
MOVE.




Estamos ainda a fazer um filme para apresentar ao move. Esta é uma das gravações para o filme. 


Começámos também as formações no Hotel Timor. Um espectáculo  Estimávamos 8 alunos e apareceram 20. Todos muito interessados, apesar das dificuldades no português. Foi apenas uma aula de apresentação e de explicação. Vamos dar formações três vezes por semana e estamos optimistas. Vai ser um sucesso!

Agora falando da nossa vida fora do trabalho!

Cá feriados é o que há mais. E o mais engraçado é que sempre que é feriado, no dia anterior as pessoas também não trabalham (preparação para o feriado é o que lhe chamam). Ou seja, no fim de semana anterior era feriado sexta feira. Por isso fizeram também feriado quinta (só porque sim), e como não há duas sem três, o governo também deu feriado quarta à tarde para eles se prepararem para o feriado. Resultado: Essa semana quase ninguém trabalhou porque foi mais cedo para os distritos.

Portanto tivemos uns dias de férias. Mas cá sem transporte não se faz muito. Mas nós temos sempre mutas ideias. Decidimos ir conhecer distritos de microlete (bus de ca: carrinhas mínimas CHEIAS de gente, animais e plantas).

Decidimos ir até Maubara, Batugadé e Maliana.

Contudo esquecemos-nos que era feriado e dificilmente arranjávamos transporte. Mas ainda assim não desistimos. Pusemo-nos na estrada (eu e a Cat obviamente) e lá apanhámos uma carrinha de caixa aberta que nos levou até à microlete mais próxima.

Fomos de microlete até Maubara a cantar muito alto com os timorenses.
Maubara é incrível. A praia é óptima. Vimos baleias muito perto e golfinhos. Lá tem um forte onde comemos e fizemos uma sestinha nuns bancos de bambu ao som da Mariza!

Comprámos também uns brincos e colares feitos pelas senhoras lá na terrinha muito giros.
Depois de almoço optámos por ir até Batugadé (tendo já excluído Maliana por ser longe e não ter nada bonito para se ver ou fazer).

Apanhámos boleia de um senhor timorense muitooo simpático. Tinha um jeep óptimo e tirou o dia para passear também. Foi sempre à conversa e na viagem até Batugadé eu a Catarina e a Filipa adormecemos que nem uns bebés no banco de trás. O Gonçalo,Sérgio, Bernardo e o Carlos(o senhor) só se riam. 
Estávamos mesmo cansadas. Tínhamos acordado às 5 da manhã para apanhar a microlete. Fomos até à fronteira de Timor-Indonésia e depois voltámos para trás.

Fomos até um café lindo na praia em Tíbar ver o pôr do sol (sempre com o Carlos) e depois acabámos a petiscar e a beber umas cervejinhas num hotel lindo de morrer sobre o mar, onde o Carlos ía dormir essa noite. Ele pagou tudo! Não nos deixou pagar nada! E ainda nos levou a Díli! É incrível como há pessoas que podem ser tão prestáveis e boazinhas. È por estas pessoas que nós nos sentimos em casa.



Estamos à espera da próxima encomenda que a nossa querida mãe mandou: roupas para as crianças  Desde já muito obrigada a todos pela ajuda. Eles vão adorar! Vamos tentar tirar fotografias e pôr no facebook.  A mãe mandou encomendas todos os dias, e acreditem: É a melhor parte do nosso mês!

Manda muita comida e muitas surpresas como Mel e Pevides. A comida cá é muito má e é sempre a mesma pois é muito cara. Já á duas semanas que não há leite nos supermercados. E espera-se que só vá haver em JANEIRO. Por favor peçam aí aos supermercados que se despachem a enviar!

Temos também estado a prepara a nossa grande viagem final. O  percurso é: Indonésia-Singapura-Malásia-Tailândia-Ilhas Phi Phi-(Laos talvez)-Cambodja-Vietname-Singapura-PORTUGAL!

Dia 22 estamos aí!

Nota: Aqui fica o vídeo de um pequeno incidente cá em casa. Ficámos presos no quarto sem saber porquê. A porta não abria e temos janelas (que  não se abrem). Tivemos que agir. Mais uma vez o Sérgio salvou o dia!


Beijinhos e abraços a todos!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Monte Matabian


Cá estamos nos de volta.

Depois da grande viagem já assentámos e estamos completamente focados no trabalho.

Na UNTL já começámos a dar aulas aos 60 alunos novos. São muito envergonhados e ainda falam a medo. Mas com o tempo vão perceber que não tem que ter vergonha nem devem recear falar connosco e tirar duvidas.

Na Timor Telecom temos igualmente alguns avanços. Estamos a terminar o projeto que nos foi dado e já estamos a começar outro na área comercial. Ambos se focam no interesse da empresa em ganhar terreno para sobreviver à entrada da concorrência, deixando assim de representar um monopólio.

Na incubadora começamos a preparar psicológica e materialmente para começar as formações dia 29 deste mês.




A cooperativa das Flores, que pretendemos continuar a apoiar, continua ainda muito desorganizada. Estamos numa fase de recolha de informação das vendas da cooperativa antes de atacarmos com as formações e estratégias de atuação. Fomos também esta semana a um seminário sobre cooperativas: seminário nacional- ‘o papel das cooperativas no desenvolvimento económico nacional de Timor-Leste, no âmbito da comemoração do dia internacional das cooperativas’. Foram dois dias inteiros, com oferta de bebidas e comidas, bem como cadernos, canetas e material de apoio. Estava uma sala cheia de pessoas importantes, desde estudantes, reitores das faculdades, oradores,  diretores das cooperativas, os secretários e assessores do presidente e o primeiro-ministro. Foi em tétum mas o que interessa é que estivemos presentes e demos a  cara pela nossa cooperativa. Mostramos assim o interesse e dedicação que temos pela Direção nacional de Cooperativas.

No que respeita microcrédito temos muito boas novidades. Estamos a uns pequenos passos de legalizar o MOVE em Timor-Leste. O que significa que estamos mais perto de vir a dar crédito. Estamos também, nesta matéria, quase a fechar contrato com uma empresa já existente de microcrédito, Tuba Rai Metin, com a qual vamos trabalhar lado-a-lado neste campo.

Por ultimo o trabalho do Hotel Timor encontra-se em stand-by, pois estamos á espera de receber os horários para começarmos a dar as formações.

Apesar de todo este trabalho nunca perdemos a oportunidade de preencher o nosso fim de semana. Estes dias que passaram (sexta-domingo) fomos ate Quelicai subir o monte Matabian. Esta montanha tem muito significado para os timorenses (e agora para nós) pois foi onde os timorenses se refugiaram e esconderam durante anos e anos dos indonésios. Ali sofreram, choraram e muitos morreram de fome e sede ou dos próprios ataques das forças indonésias.

Arrancámos sexta feira á tarde e fomos dormir a Baucau numa estalagem que cheirava a esgoto, tinha várias espécies de animais e o pequeno almoço eram pães do ano anterior. Miserável. Estava um calor de morte e o quarto não tinha janela nem ventoinha. Resultado: suamos a noite toda e não dormimos quase nada.

Arrancámos ás 6 da manhã para Quelicai, onde íamos dormir uma noite após subirmos o monte. Era uma estalagem muito simpática. Estávamos apenas nós, trocaram os lençóis da cama (parece estranho mas para nós isto é raro cá) e tínhamos direito a jantar e pequeno almoço (foram um pouco idênticos. Comemos frango, arroz, noodles, batatas ao jantar e ao pequeno almoço noodles, arroz e ovo).

Mas a verdadeira aventura foi a subida ao monte.

O monte tem 2300m de altitude, é muito inclinado e o terreno não é de todo liso.

Fomos acompanhadas de 2 guias timorenses. Obviamente, visto que somos umas princesas, conseguimos arranjar maneira de um dos guias nos transportar a mala (que tinha roupa quente para nos agasalharmos no topo, bebida e comida).


Começámos a subir às 10h e chegámos á 13h30 ao topo. Foi ESTOIRANTE. Mas aqui as manas foram espectaculares e, num grupo onde éramos as únicas raparigas em 8 pessoas, fomos sempre à frente.
Durante todo o caminho podíamos desfrutar de uma paisagem de cortar a respiração. 

Quando estávamos a subir aconteceu uma situação incrível.
 Os nossos guias pararam de repente porque previam problemas com os locais. Apanhámos um susto porque de repente apareceram-nos dois timorenses com um cão e uma catana na mão. Mas logo percebemos que apenas queriam saber se tínhamos autorização da polícia para subir. Mas entretanto quando parámos os nossos guias encontravam-se a mais de 500m de distancia um do outro(o que numa montanha inclinada é bastante) e começaram a falar a um tom que nós (que estávamos ao lado de um deles) mal o ouvíamos E realmente eles conseguiam comunicar àquela distancia e àquele tom. Foi espetacular!







Ao descer já estávamos sem água e sem comida e mal sentíamos o corpo. E surpreendentemente os nosso guias estavam frescos como tudo! Eles pareciam umas cabras a subir as montanhas. Aquilo para eles eram como andar na praia ou saltar à corda. Um deles subiu a montanha de chinelos e o outro DESCALÇO! Incrível.

Mas no final do dia estávamos todos felizes e prontos para ir para a cama.


Contudo, no dia seguinte, nenhum de nós falava ou andava com as dores no corpo. Era uma imagem muito engraçada nós os 8 a tentar subir degraus.

A nossa ideia é agora aproveitar todos os fins de semana para conhecer todos os distritos de Díli e ver se de uma vez por todas vemos crocodilos!


Vamos pondo todos a par.


Até à próxima!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Indonésia fotografias




 Kuta






Bingim









                                               
                                                    Ubud










Lombock







Gili trawagan







Seminyak






Batur


















E pronto! são só algumas das milhões de fotografias que temos!