sexta-feira, 24 de agosto de 2012

O paraíso na terra

Finalmente chegou o resto da equipa MOVE. Já somos 5 cá em casa. Ou melhor 7 porque a Inês e André são semi-Movers.
Para mostrar a nossa terra linda levámo-los logo à praia dos portugueses mal chegaram. Ficámos até ao pôr do sol. Ficaram encantados. Mas ainda estavam um pouco a medo ao entrar na agua por causa das cobras, crocodilos e corais. Mas com o tempo esse medo desaparece e uma pessoa habitua-se ao facto de que,sem dar por isso, pode aparecer um amigo desses.


Nesse mesmo fim de semana fomos a Jaco. Uma ilha de Timor, intitulada de 'Paraiso na terra'.
A viagem foi muito atribulada. Fomos em três carros. Duas carrinhas, uma com 12 pessoas e outra com 5 e um jipe com 4. A estrada é uma comédia e um perigo ao mesmo tempo. Por muitas vezes desaparecia estrada ou apareciam bois a atravessar.
E claro que não era uma viagem divertida se não houvesse percalços. Um tubo da gasolina do jipe rompeu-se e mais de metade do depósito alastrou-se pelas estradas de Timor. Tivemos que parar logo o carro para ninguém se magoar e felizmente o Luís, que percebe de mecânica,conseguiu arranjar o próprio carro, com mais de 20 timorenses colados ao motor a olhar.

Ainda deu para tirar umas fotografias típicas de criancinhas timorenses !



 Passadas 7/8 horas lá chegámos ao destino. Pousámos as malas num parque de campismo em frente à praia, montámos as tendas e fomo-nos preparar para o jantar cozinhado pelos nossos grandes companheiros da Singapura que levaram todos os kits como sempre. Compraram comida para todas as refeições, cadeiras, tachos, pratos, talheres.. E bem que nos foi útil! Que grandes jantaradas que comemos!

Desde Risotos a Carbonara, feijoada e pratos de massa. Uma delícia e quantidades industriais.


E depois de um belíssimo jantar, nada melhor que umas bebidinhas para acompanhar uma excelente noite de musica e muita dança ( desde kizomba a kuduro). Nós éramos bastantes para fazer a festa mas ainda assim havia muita malta lá que se juntou. Pôs-se os carros uns ao lado dos outros e a música sincronizada entre todos e foi uma festa pela noite a dentro.
Muitas fotografias e muitas animação. Mas nada disto nos impediu de, no dia seguinte, acordarmos bem cedo para irmos conhecer o paraíso.

Acordámos todos com umas caras engraçadas. Um misto de cansaço e felicidade. Fomos de encontro aos pescadores de forma a arranjarmos barco para a tal ilha deserta.




Acho que as fotografias falam por si. A cor da água não existe, vê-se tudo tudo! é um azul esverdeado lindo!
Nadámos durante horas, o que é bem possível devido a temperatura da água ( e não mãezinha, não havia tubarões nem crocodilos. E se houvesse víamos à distância)


Tirámos ainda bastantes fotografias, fizemos snorkling, diving, jogámos à bola, passeámos..
Só houve um pequeno percalço. Não levámos comida para a ilha pois tínhamos combinado com os pescadores que nos iam levar peixe lá ao outro lado. Mas não aconteceu. Os pescadores não tinham peixe, logo ficámos sem comer desde de manha até as 18h, hora que voltámos para o sítio onde estávamos a dormir. Mas ninguém fez grande filme ou drama sobre isto. Quando se está num sitio como Jaco, tudo parece irrelevante. 

Estas são as mais últimas novidades. Voltámos de Jaco, mais uma viagem bem atribulada. Chegámos e pusemos mãos à obra pois havia muito trabalho a fazer. Temos um projecto para apresentar na Timor Telecom!

Até já!

domingo, 12 de agosto de 2012

Conhecer Timor do topo às profundezas

Hoje temos uma grande aventura para contar.
Fizemos mergulho!
Foi uma decisão inesperada. Um amigo nosso desafiou-nos, e sem pensarmos duas vezes, lá fomos. 
Começámos com as noções básicas numa piscina. Habituar às barbatanas, ao fato.. Aprender a respirar como os peixes, saber tirar a água dentro dos óculos enquanto estamos debaixo de agua, entre outros..
Depois de almoço fomos para a praia do Cristo Rei. Entramos (mal aguentávamos com as botijas de ar!) e aos poucos e poucos chegámos as 12 metros de profundidade! Deu para pegar em estrelas do mar, ver a família do Nemo e tirar muitas fotografias. Tivemos 1h dentro de água. 
O engraçado no meio disto tudo é que o instrutor de mergulho se apercebeu que enquanto uma de nós mal respirou dentro de água (consumiu menos ar que o próprio instrutor), a outra quase acabou com o depósito.

Experiência única!







Outra noite engraçada: Estava eu e a Mafalda muito bem a dormir no nosso quarto (eram para aí 24h) quando nos começam a bater na janela do quarto a cantar os parabéns!
Pensámos que estávamos a sonhar. Por momentos comecei a sonhar se a Mafalda fazia anos ou não, tudo nos passou pela cabeça!
Lá fomos abrir a porta e quem era? André, Inês e Eugene! Os três já meio bem aviados a desafiaram-nos para irmos subir o Cristo Rei (a outra ponta da ilha). Ainda a dormir, vestimos qualquer coisa e lá fomos nós para o Cristo Rei. Acho que só nos apercebemos que estávamos fora da cama quando realmente estávamos num dos pontos mais altos de Dili. Lindo! Vê-se tudo, é mágico!

São momentos destes que fazem a nossa experiência aqui em TL e que nos fazem ver que às vezes é no outro lado do mundo que se encontram amizades para a vida!

No sábado à noite fomos ao barbacue dos singapurenses e do Luís. Fizeram um jantarzão lá na praia em frente ao Hotel Caifornia. Ficamos la a comer, beber, tocar guitarra e cantar e depois fomos para uma festa.
Mais uma grande noite que, para manter a tradição, acabou na praia do Cristo Rei!

No entanto, no dia seguinte percebemos que tínhamos sido assaltadas. Telemóvel da maf e algum dinheiro mas felizmente não tiveram tempo de roubar mais nada e a Catarina, que estava a dormir, não se apercebeu de nada.
Coisas que acontecem, deu para aprender!

Os novos fellow MOVE já chegaram e começaram bem a estadia: Grande dia na praia dos portugueses seguido de um jantar de noodles!

Começa agora uma nova fase!





terça-feira, 7 de agosto de 2012

Uns dias 'diferentes'

Mais um programinha diferente. 
Decidimos ir até ao Remexio visitar as Irmãs que vivem na montanha. 

Mais uma vez fomos até Dare de Anguna e de Dare para o Remexio ( 5 km) fomos a pé porque não havia boleia até lá.

No caminho passámos por cemitérios com campas estranhissimas em forma de camas e com azulejos todos diferentes. 



Cá em Timor um pormenor muito interessante é que no quintal de muitas casas existem campas de familiares ou amigos. Sinistro.

Depois de encontrarmos o espaço, fomos logo de encontro às Irmãs. Muito simpáticas mostraram-nos os famosos crocodilos de tais (tecido muito típico em Timor) feitos por elas. O Hugo comprou logo 4. Ofereceram-nos também um belíssimo almoço que veio mesmo a calhar. Estávamos esfomeados, com sede e cansados e aquele almoço foi milagroso.
Depois de umas horinhas bem passadas tivemos que regressar a Dili. Fizemos mais 5 km a pé ate  Dare e depois pusemos-nos a a pedir boleias ate Díli. Muito rapidamente passou um camião de caixa aberta cheio de timorenses simpáticos que se ofereceram a levarem-nos ate casa! Não só ate Dili, mas até à porta de casa e sem pagar nada! Foi uma viagem muito atribulada. Tentávamos agarrar-nos ao que tínhamos, pois o condutor andava muito rápido e as estradas não são famosas. Muita prática têm eles. Nos já nos começamos a habituar.






No dia seguinte optámos por ir até a escola onde dois amigos nossos, André e Inês, estão a dar aulas.

Conhecemos o espaço e fomos apresentados a toda a gente. Incrível as condições em que aqueles miúdos dormem. Dormem em cima de barras de madeiras todas juntas. Quem quiser pode trazer alguma coisa para pôr por baixo para não se magoar.
Mas vê-se que são muito felizes lá. Felizes por terem a oportunidade de aprender, de ficarem mais cultos, de terem companhia, de sentirem que alguém se preocupa com eles e com o seu bem-estar.


Assistimos à aula de contabilidade que o André estava a dar. Essa mesma aula iniciou-se com as nossas apresentações, minhas, da Catarina e do Hugo. Falámos sobre o que estávamos cá a fazer, quantos irmãos tínhamos e o que gostávamos de fazer na vida. No final cantámos todos juntos o 'atirei o pau ao gato', 'ai se eu te pego' e ainda a música de igreja ' guiado pela mão'. Foi uma animação. E o que é estranho é que estes miúdos têm mais de 23 anos. Mas nem parece que estamos a lidar com pessoas mais velhas. 

Últimas novidades hoje. Fomos ao Ramelau este fim de semana. O Ramelau é o pico mais alto cá em Timor-Leste (3000 m). Subimos de carro (três bons jipes) 2000 m, o que levou 4 horas por estradas com buracos que mais pareciam crateras, e curvas que cada vez que as fazíamos sentíamos-nos a ir para um precipício. Mas as vistas eram de cortar a respiração. Via-se Díli ao longe, Ataúro e a Indonésia. Os outros 1000m era a parte da caminhada.

O objectivo era  sairmos por volta das 10h de Sábado. Chegarmos a seguir ao almoço, passearmos, descansarmos, jantarmos e deitarmos-nos (na pousada) cedo para acordarmos às 3 da manha para subir a montanha e ver o nascer do sol lá no topo.

Tudo correu como o planeado tirando o facto de, por voltar das 23h, a Mafalda ter acordado a meio da noite a vomitar. Conseguiu deixar a sua marca por toda a pousada. Conclusão: Não conseguiu subir o Ramelau. A Catarina, como excelente irmã e pessoa que é, ficou a fazer companhia e o resto da malta lá foi.

Esta má disposição prolongou-se por mais uns dias, tendo sido necessário recorrer à ajuda dos cuidados médicos da GNR. Fomos ter com o Dr.Miguel que pôs a Mafalda a soro durante um bom bocado.

Com isto faltámos à primeira aula que deveríamos ter dado na UNTL. Mas se tudo melhorar, quinta-feira iniciaremos então o percurso escolar dos finalistas desta faculdade.

E pronto, estas são as novas actualizações das aventuras da Gémeas Montellano!