Cá estamos nos de volta.
Depois da grande viagem já assentámos e estamos
completamente focados no trabalho.
Na UNTL já começámos a dar aulas aos 60 alunos novos. São
muito envergonhados e ainda falam a medo. Mas com o tempo vão perceber que não
tem que ter vergonha nem devem recear falar connosco e tirar duvidas.
Na Timor Telecom temos igualmente alguns avanços. Estamos a
terminar o projeto que nos foi dado e já estamos a começar outro na área
comercial. Ambos se focam no interesse da empresa em ganhar terreno para
sobreviver à entrada da concorrência, deixando assim de representar um
monopólio.
Na incubadora começamos a preparar psicológica e
materialmente para começar as formações dia 29 deste mês.
No que respeita microcrédito temos muito boas novidades.
Estamos a uns pequenos passos de legalizar o MOVE em Timor-Leste. O que significa
que estamos mais perto de vir a dar crédito. Estamos também, nesta matéria,
quase a fechar contrato com uma empresa já existente de microcrédito, Tuba Rai
Metin, com a qual vamos trabalhar lado-a-lado neste campo.
Por ultimo o trabalho do Hotel Timor encontra-se em
stand-by, pois estamos á espera de receber os horários para começarmos a dar as
formações.
Arrancámos sexta feira á tarde e fomos dormir a Baucau numa
estalagem que cheirava a esgoto, tinha várias espécies de animais e o pequeno
almoço eram pães do ano anterior. Miserável. Estava um calor de morte e o quarto
não tinha janela nem ventoinha. Resultado: suamos a noite toda e não dormimos
quase nada.
Mas a verdadeira aventura foi a subida ao monte.
O monte tem 2300m de altitude, é muito inclinado e o terreno
não é de todo liso.
Fomos acompanhadas de 2 guias timorenses. Obviamente, visto
que somos umas princesas, conseguimos arranjar maneira de um dos guias nos
transportar a mala (que tinha roupa quente para nos agasalharmos no topo,
bebida e comida).
Começámos a subir às 10h e chegámos á 13h30 ao topo. Foi
ESTOIRANTE. Mas aqui as manas foram espectaculares e, num grupo onde éramos as
únicas raparigas em 8 pessoas, fomos sempre à frente.
Durante todo o caminho podíamos desfrutar de uma paisagem de
cortar a respiração.
Quando estávamos a subir aconteceu uma situação incrível.
Ao descer já estávamos sem água e sem comida e mal sentíamos
o corpo. E surpreendentemente os nosso guias estavam frescos como tudo! Eles
pareciam umas cabras a subir as montanhas. Aquilo para eles eram como andar na
praia ou saltar à corda. Um deles subiu a montanha de chinelos e o outro DESCALÇO!
Incrível.
Mas no final do dia estávamos todos felizes e prontos para
ir para a cama.
Contudo, no dia seguinte, nenhum de nós falava ou andava com
as dores no corpo. Era uma imagem muito engraçada nós os 8 a tentar subir
degraus.
A nossa ideia é agora aproveitar todos os fins de semana
para conhecer todos os distritos de Díli e ver se de uma vez por todas vemos
crocodilos!
Vamos pondo todos a par.
Até à próxima!
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