Mais um programinha diferente.
Decidimos ir até ao Remexio visitar as Irmãs que vivem na montanha.
Mais uma vez fomos até Dare de Anguna e de Dare para o Remexio ( 5 km) fomos a pé porque não havia boleia até lá.
No caminho passámos por cemitérios com campas estranhissimas em forma de camas e com azulejos todos diferentes.
Cá em Timor um pormenor muito interessante é que no quintal de muitas casas existem campas de familiares ou amigos. Sinistro.
Depois de umas horinhas bem passadas tivemos que regressar a Dili. Fizemos mais 5 km a pé ate Dare e depois pusemos-nos a a pedir boleias ate Díli. Muito rapidamente passou um camião de caixa aberta cheio de timorenses simpáticos que se ofereceram a levarem-nos ate casa! Não só ate Dili, mas até à porta de casa e sem pagar nada! Foi uma viagem muito atribulada. Tentávamos agarrar-nos ao que tínhamos, pois o condutor andava muito rápido e as estradas não são famosas. Muita prática têm eles. Nos já nos começamos a habituar.
No dia seguinte optámos por ir até a escola onde dois amigos nossos, André e Inês, estão a dar aulas.
Conhecemos o espaço e fomos apresentados a toda a gente. Incrível as condições em que aqueles miúdos dormem. Dormem em cima de barras de madeiras todas juntas. Quem quiser pode trazer alguma coisa para pôr por baixo para não se magoar.
Mas vê-se que são muito felizes lá. Felizes por terem a oportunidade de aprender, de ficarem mais cultos, de terem companhia, de sentirem que alguém se preocupa com eles e com o seu bem-estar.
Assistimos à aula de contabilidade que o André estava a dar. Essa mesma aula iniciou-se com as nossas apresentações, minhas, da Catarina e do Hugo. Falámos sobre o que estávamos cá a fazer, quantos irmãos tínhamos e o que gostávamos de fazer na vida. No final cantámos todos juntos o 'atirei o pau ao gato', 'ai se eu te pego' e ainda a música de igreja ' guiado pela mão'. Foi uma animação. E o que é estranho é que estes miúdos têm mais de 23 anos. Mas nem parece que estamos a lidar com pessoas mais velhas.
Últimas novidades hoje. Fomos ao Ramelau este fim de semana. O Ramelau é o pico mais alto cá em Timor-Leste (3000 m). Subimos de carro (três bons jipes) 2000 m, o que levou 4 horas por estradas com buracos que mais pareciam crateras, e curvas que cada vez que as fazíamos sentíamos-nos a ir para um precipício. Mas as vistas eram de cortar a respiração. Via-se Díli ao longe, Ataúro e a Indonésia. Os outros 1000m era a parte da caminhada.
O objectivo era sairmos por volta das 10h de Sábado. Chegarmos a seguir ao almoço, passearmos, descansarmos, jantarmos e deitarmos-nos (na pousada) cedo para acordarmos às 3 da manha para subir a montanha e ver o nascer do sol lá no topo.
Tudo correu como o planeado tirando o facto de, por voltar das 23h, a Mafalda ter acordado a meio da noite a vomitar. Conseguiu deixar a sua marca por toda a pousada. Conclusão: Não conseguiu subir o Ramelau. A Catarina, como excelente irmã e pessoa que é, ficou a fazer companhia e o resto da malta lá foi.
Esta má disposição prolongou-se por mais uns dias, tendo sido necessário recorrer à ajuda dos cuidados médicos da GNR. Fomos ter com o Dr.Miguel que pôs a Mafalda a soro durante um bom bocado.
Com isto faltámos à primeira aula que deveríamos ter dado na UNTL. Mas se tudo melhorar, quinta-feira iniciaremos então o percurso escolar dos finalistas desta faculdade.
E pronto, estas são as novas actualizações das aventuras da Gémeas Montellano!
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